domingo, 17 de abril de 2016

Culto de Encerramento do XV Acampamento de Mulheres IBP

No dia 13 de abril de 2016 na IBP, celebramos o encerramento do XV Acampamento de Mulheres IBP e 10 anos do Grupo Flor de Manacá
Com o tema: "Não se nasce Mulher, torna-se Mulher": O Reino de Deus está entre nós!
Mulheres IBP vestindo a camisa do Grupo Flor de Manacá para celebrar o Reino de Deus e o ser Mulher!


"Maria, Maria é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta. Uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta!"

domingo, 7 de junho de 2015

O JARDIM DA TENDA LILÁS

Passeava eu, sozinha por um deserto,
Dias e dias andando,
Sentindo muita solidão,
Mas sentia Deus me direcionando para uma linda comunhão ...
Desejava um consolo, um consolo de coração,
Até que avistei uma tenda,
Uma tenda muito bonita,
Tinha uma cor exuberante, a tenda era lilás,
Feminina ...
Dentro da tenda tinha um jardim,
De várias cores, nomes, sabores ...
Algumas rosas vermelhas, outras a desabrochar,
Algumas flores negras, outras azuis como a cor do mar ...
Um jardim diversificado, tantas flores de manacá!
Tinham flores enlutadas, e todas sentiam sua dor ...
Cobriam-na com suas pétalas exalando muito amor ...
Nessa tenda tinha música,
Onde rosas, margaridas jasmins, dançam para celebrar
Seus valores, suas lutas,
Muitos desafios a conquistar ...
Viver o sentimento dessa tenda e provar do amor
incondicional de Deus,
Que olha por nós a toda hora,
Cuidando dos filhos seus,
Passear por um deserto é difícel,
algumas vezes desolador ...
Mas saber que tenho tendas pra meu amparo,
É repousar em Deus, é refrigério, é bálsamo
É solo fértil, é AMOR ...


Thamara Arruda

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Nem Submissas, Nem Caladas



       Com esse tema um tanto "subversivo" aconteceu o XIV Acampamento das Mulheres, éramos em torno de setenta mulheres, diferentes gerações que com suas histórias de vida puderam ali naquele espaço de fala e escuta exorcizar seus medos, conceitos e valores. É sempre um grande desafio romper com os equívocos da interpretação bíblica que sempre geraram preconceitos e desigualdades. O acampamento se torna esse espaço seguro onde podemos reencontrar luz e cor numa imagem opaca e opressa que sempre rondou a nossa história.



        Armamos a tenda e esperamos por cada uma, e elas vão chegando como que chegam para viver o desconhecido, é difícil saber exatamente o que vai acontecer, a gente até planeja mas preferimos deixar fluir. É nesse momento que a Ruah de Deus nos oferece caminhos e possibilidades, e vamos ouvindo... Aprendendo.
E a palavra chega retirando o véu e iluminando o caminho, o rito entre elas rompe as barreiras do fundamentalismo, se reconhecem como mulheres.
Desta vez fomos atrás do outro lado da história, fomos ao encontro de outras companheiras ouvir suas histórias. Elas foram as companheiras de caminhada do apóstolo Paulo, todas estiveram ao seu lado liderando comunidades, foram reconhecidas por ele, empoderadas. Eram apóstolas, mestres, missionárias. Poucas nomeadas na Bíblia, algumas nem citadas, a exemplo de Tecla. 



   Nosso retorno é barulhento, gargalhadas, choros e uma vontade imensa de redefinir a vida, muitas vezes a visão que antes era turva agora consegue enxergar tudo. O resultado disso se materializou no batuque frenético, reivindicando passagem e fala.



Empoderamento é um processo demorado e doloroso, vem aos poucos causando confusão, nos tirando da zona de conforto cobrando respostas e não precisa ser logo, vai acontecendo. 

segunda-feira, 9 de março de 2015

8 DE MARÇO: CELEBRAR SEM ESQUECER A LUTA...


E foi assim ... Nesse domingo 8 de Março
Nada nos impediu de celebrar a memória delas
Mulheres que morreram lutando por direitos
Legado que não nos deixa CALAR!


Buscamos igualdade social
Respeito as diferenças
Entre homens e mulheres
Diferentes, mas, iguais!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Roda de Conversa



No último dia 18/11/2014, o grupo flor de manacá promoveu uma roda de conversa com as mulheres da IBP. Nos reunimos primeiramente para tomar sopa e proporcionarmos uma roda de conversa, Na realidade foi para alem daquilo que planejamos,  a todas nós momento de falas, de desabafos, testemunhos e acima de tudo acreditar que nesse mundo tão agitado, cujo cotidiano nos tira todas as possibilidade de convívio ainda somos agraciadas com momentos como estes. A gente percebe como entre falas, risos e choros se consegue momentos terapêuticos.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pra não dizer que eu não falei das flores...


Deus quando criou essa enorme casa para a humanidade morar, ele pensou que o melhor lugar seria num jardim, e pediu pra que cada ser humano cuidasse desse jardim, e aos poucos esse enorme jardim foi sendo povoado por pessoas diferentes, cada uma com seu jeitinho todo especial e que por isso todas nós precisamos uma das outras para completar esse jardim que Deus nos deu. E foi assim que de um lindo pé de manacá nasceram flores tão especiais cada uma com seu jeitinho, cor e cheiro.
A primeira que quero falar é da flor Bete, mulher forte, sua cabeça inventa arte, brinca com as cores que enfeitam a vida de quem a conhece, Bete passou por momentos difíceis, mas entre choro, risos, coragem e muita dignidade venceu. Lembro de Bete assumindo a careca, ficou tão poderosa, parecia uma sacerdotisa, perdeu os cabelos mas não perdeu a alegria de viver, hoje está aí, com um novo cabelo, assumiu os cachos e segue a vida sem medo de ser feliz. Obrigada grande Bete, pela coragem que você me passa.
A outra é a Telma, eu a conheci estudando a Bíblia, e desde então segue aprendendo, uma coisa que me encanta na Telma é a serenidade, sempre calada, fala muito com a sua dedicação e assídua presença. Seu semblante muitas vezes fala da dor, fala da perda, fala da saudade. Mas prossegue acreditando que ainda tem muito a conquistar. Obrigada companheira Telma, por ser parceira, por me incentivar a continuar na caminhada do aprendizado.
Agora vou falar de uma loira espevitada. A Laodicéa, eita mulher engraçada que nunca perde a oportunidade de inventar alguma história que nos provoque risos, nos alegra. Companheira presente conheço a Lau desde que conheci a minha comunidade de fé. A Lau é parceira, amiga, maternalmente divertidada, e acima de tudo é alguém muito querida no grupo. Sua disponibilidade em ajudar causa a tod@s admiração. Grande Lau, que bom ter a sua amizade, você é muito especial.
Genilva é a nossa manacá suricate, alegre e espontânea. Costumo admirar a habilidade que ela tem em encher o seu apartamento com se fosse uma grande casa, e não sei como, mas cabe todo mundo, é incrível, mas traduzo isso no fato de Genilva ter o coração de mãe, sempre cabe mais um. Mulher de fé, sua história de vida é o combustível que alimenta essa fé que sempre transmite a todos. Obrigada pequena grande Genilva.
A outra é a Simone, seu nome no hebraico significa aquela que ouve, é assim que Simone se comporta quando estamos estudando em grupo, às vezes flagro Simone atenta ouvindo as interpretações dos textos. Simone apareceu na nossa comunidade num momento muito difícil, sua dor permanece até hoje, muita vezes todo seu corpo denuncia essa dor, e ela não esconde de ninguém, vive intensamente, é isso que Simone é, uma mulher intensa, quando está triste vive a tristeza intensamente, quando está alegre se desmancha em gargalhadas. É isso Simone, espero que possamos estar juntas por muito tempo nesse jardim, você tem me ensinado que a vida é um eterno renascer.
Agora vou falar de Rúbia, a nossa cachinhos dourados, eu a conheço a uns quatro anos, veio para o grupo e logo demonstrou seu potencial em escrever, voz baixa, atenciosa, anda meio sumida, tá precisando levar uns puxões de cachinhos. Rúbia demonstra ter fé na vida e esse sentimento reflete na construção dos seus ideais, sinto que Rúbia será uma grande educadora. Pois é cachinhos dourados, vá em frente e continue conosco.
Agora vou falar de Eliane, companheira de muitos anos, centrada, seu jeito às vezes não diz quem realmente ela é. Eliane tem sido uma irmã, companheira que me escuta, me confronta e me desafia. O que me encanta na Eliane é a sua extrema sensibilidade e a forma como vê o outro. Perfeccionista, quando se compromete com alguma coisa, ela dá o melhor de si. Já enfrentou momentos difíceis na vida, mas superou. Com toda a sua busca pelo conhecimento, Eliane não perde a fé, seu desejo de renovar sempre a sua experiência com o sagrado me faz acreditar que essa flor ainda vai continuar perfumando muitas vidas, inclusive a minha, obrigada companheira.
Niergida, essa flor eu já conheço alguns anos, ela primeiro foi amiga de Odja na faculdade e depois Odja a trouxe para nossa comunidade de fé. Acho Niérgida uma mulher de muita coragem, lembro quando diziam que ela ia pra faculdade e levava o filho pequeno, terminou o curso, está trabalhando e caminhando conosco. Niérgida é o tipo de pessoa que não se detém diante da dificuldade. Acredito que mulheres como Niérgida são fonte de inspiração pra tod@s nós.
Odja é companheira de muitos anos, existem inúmeras coisas em Odja ao qual eu me identifico, por toda a minha vida serei sempre muito grata por todas as oportunidades que ela me proporcionou, essa amiga querida tem sido uma das pessoas que mais me incentiva a prosseguir, a ter fé em mim mesma, a ter coragem de enfrentar os obstáculos que tendem a nos destruir. Obrigada companheira por sua amizade.


Vilma Lins

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Memória do Grupo

O Grupo Flor de Manacá teve início no dia 05 de setembro do ano de 2006, o nosso objetivo era fazer uma releitura dos textos bíblicos por meio de uma hermenêutica de suspeita. De lá pra cá o grupo tem se permitido encontrar o caminho para uma melhor compreensão do texto bíblico, caminho este que difere dos padrões tradicionais de hermenêutica bíblica até agora apresentados de forma a nos silenciar, assim nos impedir de confrontarmos com o que a tradição cristã nos ensinou, aceitando assim a ideia de que a escritura é inquestionável, portanto deverá ser aceita e obedecida. Cada encontro nos faz sentir como se estivéssemos numa expedição arqueológica, cada camada descoberta representa o conhecimento da existência de um povo e é assim que nos sentimos ao estudar os “vestígios” encontrados em cada “escavação bíblica”. Escavar cada texto bíblico é como estar num sítio arqueológico onde a cada avanço descobrimos histórias cheias de mistério e ao mesmo tempo fascinantes. Sinto que a melhor parte que escolhemos foi “investigar” a memória dessas mulheres, transgressoras, trapaceiras, amadas, amantes, enfim mulheres. Para os arqueólogos escavar um sítio arqueológico se assemelha comer um bolo delicioso que contém as sucessivas camadas de nossa História. Essa talvez seja a melhor forma de descrever o nosso trabalho.
Esse novo jeito de ler a bíblia, numa perspectiva de gênero, tem nos proporcionado a oportunidade de resgatar as histórias de mulheres que com muita coragem lutaram contra a exclusão, a discriminação e a dominação. As leituras que fazemos tem nos dado privilégio de conhecer as experiências e dialogar com essas corajosas e resistentes mulheres, cujas histórias estão contidas nos textos, nos identificando com suas experiências de vida dentro do seu cotidiano. Resgatar a memória dessas mulheres tem nos desafiado a percorrer caminhos que nos levará a uma mudança de mente, de corpo, de coração e alma. Com elas aprendemos discutir questões como a prática da justiça, de compromisso e solidariedade, pois elas viviam dentro de um mundo patriarcal, onde eram silenciadas e, portanto, proibidas de expressarem qualquer sentimento de resistência. Com elas temos sido desafiadas e provocadas a resistirmos a qualquer atitude que nos são impostas e que nos fazem sentir violentadas dos nossos sonhos e desejos.
Ao estudarmos os textos levando em consideração a questão de gênero, tem nos proporcionado conhecer um Deus que é Pai e Mãe, que seu agir independe do sexo, da raça e da condição social, destruindo aquilo que nos foi ensinado com intenção de “camuflar” os sistemas opressores existentes nas tradições bíblicas que sempre mostrou a mulher num espaço inferior, num lugar de escravidão. Esse novo momento que estamos vivendo, nos permite quebrar paradigmas, romper preconceitos, lançando um novo olhar onde podemos contemplar um Deus libertador que se aproxima dos oprimidos (pobres, viúvas, crianças, negros e homossexuais).
Desta forma, a cada dia podemos ver e sentir que essas descobertas têm nos levado a caminhos e mudanças de atitudes e comportamentos, sabendo que essa opção poderá ser um processo doloroso, mas cheio de esperança e necessário rumo à libertação, e consequentemente de um mundo melhor onde homens e mulheres serão um só. Como grupo decidimos ir mais além, fazendo memória também de um grupo de mulheres muito especiais, “AS MATRIARCAS”. Nas páginas seguintes elas estarão presentes com suas histórias de vida. Esperamos que estas histórias sejam fonte de esperança e vida, junto a um Deus companheiro e libertador.