quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Matéria do Jornal Gazeta de Alagoas - edição do dia 19 de novembro de 2016

Iniciativa foi de mulheres da própria IBP que se reuniam para ler
FLOR DE MANACÁ: DEZ ANOS DE LEITURA BÍBLICA
Por: DA REDAÇÃO COM ASCOM IBP

No ano de 2006, o grupo Flor de Manacá foi organizado na Igreja Batista do Pinheiro como um grupo de Bíblia e gênero que visava interpretar textos bíblicos a partir de uma perspectiva feminista, inaugurando, assim, naquela igreja, uma nova possibilidade de relação com a Bíblia, marcada por uma metodologia de leitura popular e feminista da Bíblia e pela relação direta com os dilemas enfrentados no cotidiano das pessoas que vivem nessas comunidades.
A iniciativa foi de um grupo de mulheres da própria igreja, que começou a se reunir com o objetivo de ler a Bíblia a partir da perspectiva de gênero. “O grupo surge provocado por duas realidades: a primeira delas é a situação de vida de uma grande parte de mulheres nordestinas que ainda sofrem com o peso cultural do discurso machista e violento perpetuado por parte da cultura nordestina; a outra realidade que provocou o grupo diz respeito à forma como o discurso bíblico e religioso é legitimador dessa cultura machista que foi e continua sendo incorporado pela cultura nordestina. Muitos homens e principalmente mulheres vivem debaixo do jugo das muitas leituras patriarcais, opressoras e violentas, que têm gerado relações injustas, medo, dor e marcas profundas”, afirma a pastora Odja Barros, que conduz o grupo desde a sua criação.
O nome Flor de Manacá foi inspirado na história de uma matriarca da comunidade e sua paixão pelos ‘pés de manacá’. “As flores de manacá nascem lilás, depois ficam rosada e no último ciclo ficam brancas. Mudam de cor de acordo com suas fases de amadurecimento. Essa flor tem muito em comum com essa matriarca da comunidade – irmã Moça como era conhecida, com as mulheres da Bíblia, com as mulheres nordestinas e todas as outras mulheres: resistência, capacidade de sobreviver e reproduzir-se em condições difíceis, mantendo a beleza das cores. Tudo isso traduzido em uma bela floragem de cores branca, rosa e lilás”, reitera a pastora Odja.
O grupo Flor de Manacá, em 2016, completa dez anos de uma leitura bíblica libertadora e transformadora, buscando um caminho de libertação, de cura e de reconstrução que traga vida melhor para mulheres nordestinas através da releitura da Bíblia com o lema: Mulher, Bíblia e Nordeste.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Mulheres IBP e Grupo Flor de Manacá realizam Culto/Ato e vão para rua em protesto aos alarmantes casos de feminicídio em Alagoas - 31/10/2016

Nossa garganta é um grito! Nem Uma a Menos. Basta!


GRITO
Por Thamara Arruda

Qual a culpa do meu gênero?
Qual a culpa do formato do meu órgão genital?
Que violência é essa na minha mente?
Quem é você que se acha o tal?

Meu seio já não produz leite
Meu seio produz sangue
Meu ventre gera vida
Meu corpo, um perigo constante
Quem é você que me toma por um instante?

Minha garganta é um grito, eu preciso de uma voz
Preciso de liberdade
Não preciso de um algoz
Até quando choros silenciados?
Até quando bocas amordaçadas?

Um olhar agoniado, desesperado
Palavras e atitudes que matam
Ei vocês, me escutem
Me ajudem
Me ouçam

Pelo amor de Deus, pelo amor de Javé, pelo amor de Alá
Me socorram!
Me emprestem seus ouvidos
Me estendam as mãos
Para que eu não seja mais uma, e mais uma
Com o corpo estendido no chão

Minha garganta é um grito.









Culto/Ato em Repúdio à Violência Contra Mulher - 23/10/2016















quarta-feira, 2 de novembro de 2016

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Grupo Flor de Manacá: 10 anos de Mulher, Bíblia e Nordeste

Historicamente as igrejas batistas tiveram organizações femininas que visavam reunir mulheres e trabalhar temas relacionados ao “universo feminino”, mas a lógica e conteúdo dessas organizações sempre foram em sua maioria legitimadora e reprodutora de conceitos e padrões patriarcais e marcada pela reprodução sistemática de conteúdos prontos, sem qualquer articulação com os grandes dilemas sociais, políticos, culturais, e mesmo espirituais que tocam especificamente a vida de mulheres em seus contextos mais específicos.
A Bíblia por sua vez sempre teve valor imensurável e, portanto, sempre esteve presente na prática dessas organizações de mulheres, porém sempre trazida numa lógica e argumento patriarcal reforçando posturas como culpabilização da mulher pelo pecado original, submissão e legitimação da desigualdade entre homens e mulheres. As histórias ou narrativas bíblicas foram sempre usadas para reforçar certo tipo de comportamento e virtudes nas mulheres de cristãs “piedosas” com discursos de subserviência voluntária como virtude cristã.
No ano de 2006, o grupo Flor de Manacá foi organizado na Igreja Batista do Pinheiro como um grupo de Bíblia e gênero que visava interpretar textos bíblicos a partir de uma perspectiva feminista, inaugurando, assim, na Igreja Batista do Pinheiro uma nova possibilidade de relação com a Bíblia, marcada por uma metodologia de leitura popular e feminista da Bíblia e pela relação direta com os dilemas enfrentados no cotidiano das pessoas que vivem nessas comunidades.
A iniciativa foi de um grupo de mulheres da própria igreja, que começou a se reunir com o objetivo de ler a Bíblia a partir da perspectiva de gênero. O grupo surge provocado por duas realidades: a primeira delas é a situação de vida de uma grande parte de mulheres nordestinas que ainda sofrem com o peso cultural do discurso machista e violento perpetuado por parte da cultura nordestina; a outra realidade que provocou o grupo diz respeito à forma como o discurso bíblico e religioso é legitimador dessa cultura machista que foi e continua sendo incorporado pela cultura nordestina. Muitos homens e principalmente mulheres vivem debaixo do jugo das muitas leituras patriarcais, opressoras e violentas, que têm gerado relações injustas, medo, dor e marcas profundas.
O nome flor de manacá foi inspirado na história de uma matriarca da comunidade e sua paixão pelos “ pés de manacá”, arbustos que dão flores mutáveis. As flores de manacá nascem lilás, depois ficam rosada e no último ciclo ficam brancas. Mudam de cor de acordo com suas fases de amadurecimento “A flor de manacá tem muito em comum com essa matriarca da comunidade (irmã Moça como era conhecida), com as mulheres da Bíblia, com as mulheres nordestinas e com todas as mulheres: “resistência, capacidade de sobreviver e reproduzir-se em condições difíceis, mantendo a beleza das cores. Tudo isso traduzido em uma bela floragem de cores branca, rosa e lilás. ”  O grupo Flor de Manacá em 2016 completa 10 anos de uma leitura bíblica libertadora e transformadora.  Com o lema: Mulher, Bíblia e Nordeste, o Grupo Flor de Manacá busca caminho de libertação, de cura e de reconstrução que traga vida melhor para mulheres nordestinas através da releitura da Bíblia”.

Pra. Odja Barros



domingo, 17 de abril de 2016

Culto de Encerramento do XV Acampamento de Mulheres IBP

No dia 13 de abril de 2016 na IBP, celebramos o encerramento do XV Acampamento de Mulheres IBP e 10 anos do Grupo Flor de Manacá
Com o tema: "Não se nasce Mulher, torna-se Mulher": O Reino de Deus está entre nós!
Mulheres IBP vestindo a camisa do Grupo Flor de Manacá para celebrar o Reino de Deus e o ser Mulher!


"Maria, Maria é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta. Uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta!"

domingo, 7 de junho de 2015

O JARDIM DA TENDA LILÁS

Passeava eu, sozinha por um deserto,
Dias e dias andando,
Sentindo muita solidão,
Mas sentia Deus me direcionando para uma linda comunhão ...
Desejava um consolo, um consolo de coração,
Até que avistei uma tenda,
Uma tenda muito bonita,
Tinha uma cor exuberante, a tenda era lilás,
Feminina ...
Dentro da tenda tinha um jardim,
De várias cores, nomes, sabores ...
Algumas rosas vermelhas, outras a desabrochar,
Algumas flores negras, outras azuis como a cor do mar ...
Um jardim diversificado, tantas flores de manacá!
Tinham flores enlutadas, e todas sentiam sua dor ...
Cobriam-na com suas pétalas exalando muito amor ...
Nessa tenda tinha música,
Onde rosas, margaridas jasmins, dançam para celebrar
Seus valores, suas lutas,
Muitos desafios a conquistar ...
Viver o sentimento dessa tenda e provar do amor
incondicional de Deus,
Que olha por nós a toda hora,
Cuidando dos filhos seus,
Passear por um deserto é difícel,
algumas vezes desolador ...
Mas saber que tenho tendas pra meu amparo,
É repousar em Deus, é refrigério, é bálsamo
É solo fértil, é AMOR ...


Thamara Arruda